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"O dia que durou 21 anos". Episódio 1

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Longe, muito longe de ser uma data para se comemorar, o dia em que foi imposto ao Brasil um governo de exceção deve ser vigoroso estímulo para reflexões, decisões e ação contra tudo o que atente contra os direitos humanos. Se começou dia 31 de Março ou 1o de Abril de 1964, o golpe militar é uma dolorosa marca para a sociedade brasileira, que viveu a mais longa ditadura da América Latina. Por isso, postamos o primeiro episódio da série intitulada "O dia que durou 21 anos", escrita pelo jornalista Flávio Tavares.

Comunicação e revolução: o papel de um radialista na guerra civil salvadorenha

Por Opera Mundi "Radio Venceremos, transmitindo seu sinal de liberdade desde Morazán, pela conquista da democracia e da paz para El Salvador. Radio Venceremos, voz operária, camponesa e guerrilheira...". Por meio da voz e sem disparar uma única bala, Santiago obteve sua primeira vitória de guerra. Foi no momento em que ligou o transmissor da Radio Venceremos, emissora clandestina que animou a luta da hoje extinta guerrilha esquerdista da FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional) durante 12 anos, até a assinatura dos Acordos de Paz de 1992. A guerra civil salvadorenha (1980-1992) foi fomentada por uma série de atos repressivos praticada pelo governo salvadorenho e por grupos paramilitares. A violência atingiu seu ápice com o assassinato do arcebispo de San Salvador, Oscar Arnulfo Romero, por um comando ultradireitista na tarde de 24 de março de 1980. Dos altares, Romero defendia o diálogo de paz e denunciava a injustiça social, os altos níveis de pobreza e os crim...

Artigo de Paulo César Carbonari sobre a tolerância e seu avesso

INTOLERÁVEL Paulo César Carbonari A tolerância foi ensinada pelos modernos como medida liberal para lidar com as diversidades e promover a convivência entre diferentes. É recomendável em sociedades plurais. Mas, não pode ser exigida quando diante de situações de violação ou de posições que fazem a defesa de posturas anti-humanas. Por isso, nunca se pode exigir tolerância ao intolerável. Trata-se de não tolerar o intolerável por ser agressivo à dignidade humana. Posturas homofóbicas e racistas não são posições toleráveis. Exatamente por advogarem a intolerância, atentam contra a dignidade humana. Dirão: mas, em sociedades democráticas cada um pode pensar e defender o que quer, vivemos a liberdade de expressão! Até acrescentarão, não sem uma dose de cinismo, que exatamente em nome do pluralismo todo tipo de posição deve ser aceita. Atenção: não são pluralistas posições que desrespeitam o pluralismo e não são democráticas posições que atentam contra a dignidade humana. Infelizmente os d...

Ditadura na Amazônia: memória de uma mulher da frente de batalha

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via Carta Maior A professora de Ciência Política da Universidade Federal do Pará Hecilda Veiga foi presa e torturada nos quartéis do regime quando estava grávida de cinco meses. Ela havia ajudado a fundar a Sociedade de Defesa de Direitos Humanos e militado no PCdoB e na Ação Popular. “Eu tinha certa dificuldade de falar sobre isso, mas já passou aquela fase mais difícil dos primeiros tempos”, admite. Agora, ela conta sua história. Lilian Campelo e Rogério Almeida*  Belém – O estafe político ideológico estadunidense exerceu papel decisivo no século passado no processo de instalação de estados de exceção em países da América Latina. No continente a Argentina passa a limpo o período ditatorial, e puniu e continua a julgar os responsáveis pela violação de direitos humanos. No dia 12 de março deste ano condenou à prisão perpétua Reynaldo Bignone, o último presidente da ditadura militar (1976-1983). O ex-presidente foi condenado por crimes contra a humanidade cometidos no centro...

Deputados lançam frente parlamentar em defesa dos direitos humanos

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   Em Buenos Aires, o abaixo-assinado contou com mais de 40 nomes O processo de eleição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara Federal foi tão conturbado que, mesmo após empossado, prosseguem manifestações públicas em protesto, marchas de repúdio e pedidos de anulação do próprio pleito que levou o pastor ao cargo máximo da comissão. O resultado é a instalação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, às 11h desta quarta-feira (20), em Brasília. Pelo menos 25 cidades tiveram suas ruas tomadas por gente insatisfeita com a aleição de Marco Feliciado, acusado de declarações homofóbicas e racistas, o que lhe colocaria numa situação incoerente com o posto que acaba de assumir. Entre as cidades, três delas foram fora do Brasil, como Buenos Aires (Argentina), Paris (França) e San Francisco (EUA), que culminaram com a entrega de abaixo-assinados nas respectivas embaixadas.

Marcha da Família com Deus: há 49 anos

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"Na capital paulista, 500 mil pessoas participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade em defesa da Constituição e das instituições democráticas brasileiras e de repúdio ao comunismo" - assista ao vídeo abaixo ou leia o texto completo no blog Hoje na História - CPdoc|JB

Argentina se une aos protestos no Brasil contra Marco Feliciano

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Cidadãos brasileiros e outros extrangeiros que vivem em Buenos Aires, na Argentina, se uniram às manifestações realizadas concomitantemente hoje em diversos estados brasileiros em repúdio à eleição do deputado federal e pastor do PSC-SP, Marco Feliciano, à Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Dezenas de ativistas se reuniram, desde às 14h, em um dos pontos turísticos da capital federal, o Obelisco, e seguiram em direção à Embaixada o Brasil, passando por uma das ruas mais visitadas por turistas, em especial brasileiros, na cidade, a Florida. Na próxima segunda-feira, quando a Embaixada do Brasil estará aberta, será entregue carta de repúdio com assinatura recolhida durante a marcha, que reuniu adultos e crianças durante o protesto. Como alternativa, o grupo também decidiu seguir à residência do embaixador e foi recebido pelo então representante do órgão na ocasião, Aurimar Nunes, que também recebeu ...