SDDH é solidária às famílias expulsas do acampamento Nova Aliança
Por Sandy Faidherb, advogada da SDDH
Apesar do comando da operação Polícia Militar ter dado o prazo de retirada até hoje pela manhã, não era o que se via quando as motosserras derrubaram à força os pequenos barracos construídos. Diga-se ainda, que essa derrubada foi feita pelas mãos dos próprios representantes de nosso Sistema de Segurança Pública, que não demonstraram preparo e cuidado para lidar com os procedimentos que exige tal operação.
Os ocupantes foram surpreendidos com a reintegração de posse, negando que tenham visto anteriormente a presença de oficial de justiça com mandado em mãos para terem ciência da decisão da desembargadora Marineide Trindade. Os ocupantes, inclusive, relataram que o oficial por nome Josimar teria ido ao local sim, mas para fazer proposta de negociação de compra dos lotes dos ocupantes.
Idosos e crianças, ao relento e sem ter o que comer desde cedo, esperavam, sem qualquer informação do poder judiciário e executivo sobre para onde poderiam ser remanejados, ao mesmo tempo em que alguns poucos caminhões faziam as mudanças de mais de 500 famílias, sabe-se lá para onde.
Rostos inquietos em busca de alguma solidariedade e de uma saída para permanecer na área em que já estão há cerca de cinco anos. Essa é a resposta do Estado ao mês de luta pela terra.