Material "subversivo" rio abaixo

Entre as lembranças que afloraram no decorrer da segunda edição do Sarau da Memória, projeto promovido pela SDDH, este ano, como parte processo de recuperação do acervo fotográfico da entidade, segue uma delas, narradas pela advogada e membro da SDDH, Vera Tavares:


Foto: Miguel Chikaoka/ArquivoSDDH


"Eu e a Sandra [Fonseca] fizemos uma viagem... éramos estudantes. Fomos daqui pra Marabá, andando de carona, um monte de coisa, até São Geraldo do Araguaia, e ficamos hospedadas na casa do Aristides. Chegamos mortas de fome e o Aristedes não era muito chegado a cozinhar. Fritou um monte de batata pra gente. Ficamos na casa do Chico e do Aristides um dia. No caminho, lembro bem, nós paramos na Palestina, na casa da Tetê, que hoje é secretária de Assistência Social. A Tetê era agente da pastoral da saúde, em Marabá. Ela deu um queijo pra gente, não foi Sandra? E, no caminho, a gente ficou com medo e nos desfizemos de um monte de livros que a gente tava levando, porque era muita polícia naquele momento. Cartilha, livro, tudo o que a gente levava a gente jogou dentro do rio´"

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