Policiais militares são levados a júri popular em Marabá

Dia 18 de dezembro de 2012. Terça-feira. Esta é a nona data marcada, desde 2008, para o julgamento dos policiais militares Josivaldo Andrade da Silva e Jonas Cardoso Farias. Eles serão levados a júri popular às 8h30, na sala do Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Marabá (PA). Os dois policiais são acusados de assassinar a tiros os irmãos Elailson de França Evangelista, de 19 anos, e Elielton De França Evangelista, de 17, crime ocorrido no dia 28 de maio de 2004, em frente ao Bar Big Brother, na folha 07, da Nova Marabá.

O mais recente adiamento ocorreu dia 13 de novembro, por conta da substituição, de última hora, dos advogados do réu Jonas Cardoso Farias, o que motivou a decretação de sua custódia pelo juiz de Marabá. A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), diante da demora da Justiça e dos diversos adiamentos, espera que, desta vez, o júri seja realizado, sob pena de denunciar o caso aos órgãos nacionais competentes, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a órgãos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e Organização das Nações Unidas (ONU).

Atualmente, Jonas Farias se encontra preso e Josivaldo Silva trabalha normalmente na cidade de Marabá, pois o procedimento administrativo que definirá a expulsão dos policiais está parado, aguardando o desenrolar do caso na justiça criminal. Relatam os autos que os dois acusados respondem por outros crimes, até mesmo fora do estado do Pará, de igual gravidade, como homicídios em que nenhum dos júris desses processos foram realizados ainda.

OS FATOS -     Consta nos autos do processo que as vítimas estavam retornando da aula por volta das 23h30, acompanhados de colegas, quando pararam próximo a um complexo de bares localizado na Folha 07, em Nova Marabá. Iam tomar refrigerante, no momento em que foram surpreendidos por disparos de arma de fogo contra as duas vítimas.

Ainda de acordo com os autos, o policial Jonas Cardoso atirou contra Elielton, o irmão mais novo, e o policial Josivaldo atirou contra Elaílson, que era soldado do exército. Segundo os relatos, o policial Josivaldo, após atingir Elaílson, foi à sua direção e lhe chutou o rosto.

Apesar de muitas testemunhas terem relatado que viram o fato e terem reconhecido os autores do duplo homicídio, os acusados, os PM’s Josivaldo e Jonas negam a autoria do crime cometido.

ACUSAÇÃO – A SDDH, por meio de seus advogados, é representante dos pais das vítimas na Assistência da Acusação e fará a sustentação oral junto com o Ministério Público. A SDDH, assim como a família das vítimas, espera que neste júri os acusados sejam considerados culpados, visto que são policiais militares com histórico de gravíssimos crimes e que, por demora processual na realização do júri, estão em liberdade, pondo em ameaça à própria sociedade.

Sugestão de entrevistados [estão em Marabá]:

Marco Apolo Santana Leão – advogado e presidente da SDDH
(91) 8155-0860

Anna Lins – advogada da SDDH
(91) 8072-8903

*Devido às dificuldades de contato pelos números indicados, passaremos a usar também: 
(94) 9285-7405

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