Nota e fotos de época posicionam SDDH no caso "José Cláudio e Maria"

JULGAMENTO DO CASO JOSÉ CLÁUDIO E MARIA DO ESPÍRITO SANTO
Contra a impunidade e em defesa dos direitos humanos

A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), entidade que atua no Estado do Pará há 35 anos, vem a público expressar sua solidariedade à família de José Cláudio e Maria do Espírito Santo, defensores dos direitos humanos na Amazônia e assassinados no interior do Projeto de Assentamento Extrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, crime cometido dia 24 de maio de 2011. Saudamos também toda a militância dos movimentos sociais presentes em Marabá durante o julgamento.

Entre os dias 03 e 04 de abril, o Fórum de Justiça do município de Marabá abrigará o julgamento histórico dos acusados pelo assassinato do casal de extrativistas.

A SDDH espera que essa data fique na memória da sociedade paraense como um caso que teve a devida resposta do poder judiciário e se torne um caso exemplar, para que ajude a extirpar a recorrência da impunidade na nossa sociedade, marca nefasta que o Estado do Pará carrega consigo ao longo dos tempos.

Direção da SDDH

A seguir, algumas imagens produzidas pela jornalista Erika Morhy à época do sepultamento do casal no cemitério de Marabá e da reunião de militantes com autridades públicas dentro do assentamento onde viveram e morreram José Cláudio e Maria do Espírito Santo.

No barracão instalado dentro do assentamento onde viveu e morreu o casal, o pedido é de Justiça.


No dia do sepultamento do casal, Célia e Gatão, dirigentes do Conselho Nacional de Extrativistas (CNS) do Pará - antigo Conselho Nacional de Seringueiros, fundados, entre outros, por ativistas como Chico Mendes - fazem suas últimas homenagens, à frente do cemitério de Marabá.


 Entidade do qual fizeram parte, o CNS este presente com seus representantes e suas bandeiras.



No barracão do assentamento, uma faixa menciona a dimensão do valor que os agroextrativistas davam a uma das principais árvores da área e uma das mais cobiçadas em exploração ilegal, as majestosas castanheiras.