Caso Welbert: onde estão os mandantes do assassinato no Pará?
NOTA PÚBLICA – CASO WELBERT
A POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARÁ NÃO INVESTIGOU OS POSSÍVEIS MANDANTES NO CASO WELBERT – JUSTIÇA PELA METADE É INJUSTIÇA
Depois de dois dias da pressão feita por 0familiares, entidades de defesa dos trabalhadores rurais e dos direitos humanos, em reunião na OAB-PA e com a própria SEGUP, ocasião em que foi solicitado todo empenho nas investigações do “caso Welbert”, foi achado o corpo do campesino. No entanto, a família ainda espera que o exame de DNA seja concluído para que preparem para as homenagens póstumas a Welbert Costa Cabral.
Desde o início deste caso, a Policia Civil foi informada pela própria familia - que iniciou as investigações - da possibilidade de que pessoas ligadas ao grupo Santa Bárbara tivessem ocultado provas e que, inclusive, um dos gerentes poderia ter participação no assassinato de Welbert. As instituições - por ocasião de reunião entre os familiares, OAB-PA, SDDH e SEGUP - protocolaram pedidos, inclusive de quebra de sigilo telefônico de possíveis pessoas que tiveram contato com Welbert antes dos crime e que são ligadas ao grupo Santa Bárbara. Este pedido foi reafirmado em sessão do CONSEP pela SDDH e OAB no dia 28 de agosto de 2013 e certificado por todas as autoridades policiais presentes, como delegado Geral da Policia Civil e a Corregedoria da Policia Civil, sendo posteriormente constado em ata, com ciência da SEGUP.
Para a surpresa dos familiares e das instituições que acompanham o caso desde o início, tivemos a informação de que o delegado responsável pelo inquérito havia concluido as investigações, com a apresentação do último acusado pela execução de Welbert – o outro acusado, Divo, havia se entregado há duas semanas e faltava Maciel, que se apresentou à Policia Civil acompanhado por advogados ligados ao grupo Santa Bárbara.
De acordo com a agência de notícias da ONG Repórter Brasil, o delegado responsável informou que havia concluido o inquérito e que não havia sido possivel encontrar um mandante para o crime. Segundo ele, a autoria e a materialidade do caso já estão provadas e que, em um primeiro momento, não foi possível comprovar a existência de um mandante. Durante a apuração, os agentes policiais levantaram a hipótese de que o assassinato de Welbert, ex-tratorista da Fazenda Vale do Triunfo, poderia ter contado com a participação de funcionários de alto escalão da Agropecuária Santa Bárbara.
Ainda através da impresa, o delegado responsável pelo caso informou que: “no entanto, acredita que no decorrer das oitivas à Justiça algum mandante do crime ainda pode ser denunciado pelos dois acusados e ainda havia explicado que o Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA) poderia requisitar a abertura de um novo inquérito à Polícia Civil, com o objetivo de localizar outros envolvidos”.
Portanto, as entidades que aqui subscrevem mostram sua indignação com a falta de investigações referentes aos possíveis mandantes e aposta agora numa atuação rigorosa do Ministério Público Estadual para que essa falha seja sanada e que os possíveis mandantes possam ser investigados. O fato é que, infelizmente, casos comos esses não são isolados no estado do Pará, casos em que os mandantes saem ilesos e impunes, pois o índice de condenação de mandantes chega a menos de 5% do total dos crimes praticados contra trabalhadores rurais no estado do Pará. Apenas para lembrar, esta semana ocorrerá o 4º juri de um dos mandantes do caso Dorothy Stang, num ciclo interminável de recursos que tentam livra-lo de suas responsabilidades. No caso especifico de Welbert, a pergunta que não quer calar é: por que os órgãos de segurança pública se negaram a investigar por completo este caso?
Ao final, nos solidarizamos com a dor e angústia da família que, desesperada, clama: “ONDE ESTÃO OS MANDANTES DO ASSASSINATO DE WELBERT?”
Xinguara/PA, 16 de setembro de 2013.
Comissão Pastoral da Terra-PA
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos
Comissão de Direitos Humanos da OAB/PA
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará – Fetagri
Movimento dos Sem Terra-MST-PA
A POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARÁ NÃO INVESTIGOU OS POSSÍVEIS MANDANTES NO CASO WELBERT – JUSTIÇA PELA METADE É INJUSTIÇA
Depois de dois dias da pressão feita por 0familiares, entidades de defesa dos trabalhadores rurais e dos direitos humanos, em reunião na OAB-PA e com a própria SEGUP, ocasião em que foi solicitado todo empenho nas investigações do “caso Welbert”, foi achado o corpo do campesino. No entanto, a família ainda espera que o exame de DNA seja concluído para que preparem para as homenagens póstumas a Welbert Costa Cabral.
Desde o início deste caso, a Policia Civil foi informada pela própria familia - que iniciou as investigações - da possibilidade de que pessoas ligadas ao grupo Santa Bárbara tivessem ocultado provas e que, inclusive, um dos gerentes poderia ter participação no assassinato de Welbert. As instituições - por ocasião de reunião entre os familiares, OAB-PA, SDDH e SEGUP - protocolaram pedidos, inclusive de quebra de sigilo telefônico de possíveis pessoas que tiveram contato com Welbert antes dos crime e que são ligadas ao grupo Santa Bárbara. Este pedido foi reafirmado em sessão do CONSEP pela SDDH e OAB no dia 28 de agosto de 2013 e certificado por todas as autoridades policiais presentes, como delegado Geral da Policia Civil e a Corregedoria da Policia Civil, sendo posteriormente constado em ata, com ciência da SEGUP.
Para a surpresa dos familiares e das instituições que acompanham o caso desde o início, tivemos a informação de que o delegado responsável pelo inquérito havia concluido as investigações, com a apresentação do último acusado pela execução de Welbert – o outro acusado, Divo, havia se entregado há duas semanas e faltava Maciel, que se apresentou à Policia Civil acompanhado por advogados ligados ao grupo Santa Bárbara.
De acordo com a agência de notícias da ONG Repórter Brasil, o delegado responsável informou que havia concluido o inquérito e que não havia sido possivel encontrar um mandante para o crime. Segundo ele, a autoria e a materialidade do caso já estão provadas e que, em um primeiro momento, não foi possível comprovar a existência de um mandante. Durante a apuração, os agentes policiais levantaram a hipótese de que o assassinato de Welbert, ex-tratorista da Fazenda Vale do Triunfo, poderia ter contado com a participação de funcionários de alto escalão da Agropecuária Santa Bárbara.
Ainda através da impresa, o delegado responsável pelo caso informou que: “no entanto, acredita que no decorrer das oitivas à Justiça algum mandante do crime ainda pode ser denunciado pelos dois acusados e ainda havia explicado que o Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA) poderia requisitar a abertura de um novo inquérito à Polícia Civil, com o objetivo de localizar outros envolvidos”.
Portanto, as entidades que aqui subscrevem mostram sua indignação com a falta de investigações referentes aos possíveis mandantes e aposta agora numa atuação rigorosa do Ministério Público Estadual para que essa falha seja sanada e que os possíveis mandantes possam ser investigados. O fato é que, infelizmente, casos comos esses não são isolados no estado do Pará, casos em que os mandantes saem ilesos e impunes, pois o índice de condenação de mandantes chega a menos de 5% do total dos crimes praticados contra trabalhadores rurais no estado do Pará. Apenas para lembrar, esta semana ocorrerá o 4º juri de um dos mandantes do caso Dorothy Stang, num ciclo interminável de recursos que tentam livra-lo de suas responsabilidades. No caso especifico de Welbert, a pergunta que não quer calar é: por que os órgãos de segurança pública se negaram a investigar por completo este caso?
Ao final, nos solidarizamos com a dor e angústia da família que, desesperada, clama: “ONDE ESTÃO OS MANDANTES DO ASSASSINATO DE WELBERT?”
Xinguara/PA, 16 de setembro de 2013.
Comissão Pastoral da Terra-PA
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos
Comissão de Direitos Humanos da OAB/PA
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará – Fetagri
Movimento dos Sem Terra-MST-PA