Vera Tavares: receba nosso abraço

"Eu lembro muito bem que, em Conceição do Araguaia, tinham dois agentes: o padre Ricardo Rezende, que era seminarista naquela época, uma pessoa muito progressista; e a Heloisa, que era uma leiga, enfermeira, que também trabalhava lá. Lembro que, em 1980, eu estava em Cametá e ela veio de Conceição do Araguaia para o primeiro Encontro de Mulheres do Baixo Tocantins. Então esse movimento estava configurando algo que depois vem a ser o MMCC [Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade]" 
Vera Tavares


Este pequeno trecho do depoimento da advogada Vera Tavares é apenas um monte para desejarmos a ela um feliz aniversário. Um feliz aniversário para quem colocou sua sensibilidade a serviço dos direitos humanos no Pará. Para quem esteve na base de construção de muitos movimentos e entidades que até hoje são responsáveis por avanços na garantia de um mundo melhor para cada cidadão. Para quem a SDDH considera como grande companheira, irmã de muitas lutas e a por quem nutrimos gratidão por ainda se dispor ao bom combate, com todas as decepções e glórias aos quais este enfrentamento também conduz.

A declaração citada acima foi um pouco do muito que ela disse durante um dos quatro saraus da Memória que a SDDH promoveu e que contou com sua colaboração, a fim de reconhecer momentos que terminam por se perder em imagens sem legendas e memórias que se vão.

Vera, querida amiga e companheira, receba nosso abraço.


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