Estudantes fazem greve em Barcarena
Manifestação de estudantes da escola Padre José Delgardes exigem solução nos problemas de infraestrutura da escola e falta de professores.
Revisão e Edição: Alberto Pimentel
Jacinaldo, estudante do primeiro ano do ensino médio,
reforçou a denúncia da situação: “Disseram para nós que iam trazer no mês de
julho, o transformador de energia e o ar-condicionado e até agora nada. A única
coisa que fizeram foi colocar grade nas
salas”.
A reforma da escola teve início no ano de 2010 e até hoje
não foi concluída. Na época, o projeto foi orçado em mais de R$ 600 mil e
previa instalação elétrica e climatização das salas de aula, o que não ocorreu.
Depois de inúmeras mobilizações, novamente a SEDUC incluiu a escola num projeto
de manutenção predial, instalação elétrica e climatização das salas de aula
previsto para ser concluído em 120 dias, num valor de R$ 146,499. Pela segunda
vez está sendo destinado recurso público para conclusão das obras da Escola. A
comunidade escolar luta para que ao menos desta vez, os recursos sejam
aplicados e as obras concluídas.
Além desses problemas de infraestrutura, existem outros. Jeysiane Milena, estudante do 1º ano do Ensino
Médio, também denuncia que várias turmas estão sem professor de Física,
Matemática, Português, Geografia, História, Espanhol, Biologia e Inglês. “Nossos
professores do ano passado destas disciplinas, não podem dar aula para gente
porque o Jatene não quer pagar. Isso é consequência da redução da carga horária
dos professores. Queremos estudar!”, reclama Jeysiane.
Após 4 horas de manifestação dos estudantes, a
representante SEDUC, Dulcecleia Furtado Barbosa, gestora da 3ª URE, prometeu
resolver o problema da energia até sexta-feira e convidou todos a irem até a
escola, pois ela gostaria de conversar com a diretora. Os estudantes seguiram
em marcha até a escola e exigiram que a representante da SEDUC também reunisse
com os alunos.
SEDUC não se
posiciona em relação aos outros problemas
Os estudantes aproveitaram a oportunidade para pautar os
outros problemas da escola: falta de professor, falta de funcionário de apoio,
falta de especialista em educação, falta de merenda, necessidade de construir
uma quadra escolar. Mas, a representante da SEDUC não estabeleceu prazos para a
resolução destes, sob o argumento de ter sido recém-empossada.
Estudantes prometem
novas mobilizações
Em assembleia, os estudantes decidiram suspender as aulas
até sexta-feira para que os serviços elétricos possam ser realizados, conforme
prometido pela SEDUC. Perguntados sobre o que acharam da posição da SEDUC, os
alunos responderam que ainda ficou na mesma situação. “O que ela disse, foi o
mesmo que outros representantes da SEDUC já disseram para nós em outros
momentos de mobilização”, enfatizou a estudante Mariza Brandão.
Caso os problemas não sejam resolvidos nos prazos
prometidos pela SEDUC, os estudantes prometem novas manifestações.

