Texto na íntegra do Jornal Resistência: A violência no Brasil é para matar pretos e pobres

 



Por Domingos Conceição

1-Introdução

A SPDDH sabe e está cansada de saber que o uso da violência pelos aparatos de Estado de segurança pública brasileira nasceu com a fundação do Brasil, e se especializou como uma cultura e prática imposta ao povo (pretos e pobres) de cima para baixo.

Diretos humanos com inteligência e educação pode contribuir com uma práxis crítica e transformadora da sociedade amazônica e do Pará, desde que o Estado realize políticas públicas efetivas de segurança.

1.1-A violência no Brasil      

A violência no Brasil mata mais que muitas guerras juntas que ocorrem no mundo. O racismo praticado a cada 23 minutos mata pelo menos 70% dos jovens negros. As mulheres violentadas e assassinadas geram uma estatística assustadora.

Essa violência em sua grande maioria sempre foi praticada por agentes das forças de segurança do Estado brasileiro, com o atual governo ela se intensificou mais, visto que esse estimula a compra indiscriminada de armas e cria um “estado paralelo” de repressão ao povo, usando as polícias dos estados e os seus seguidores como agressores.

Os operadores dos direitos humanos são, por todo o Brasil, destratados e acusados de “defensores de bandidos”. A SDDH se opõe a essa concepção anti-humanista defendo todas aquelas e aqueles que injustamente são violentados.

1.2-A violência no Pará e a luta da SPDD por direitos humanos

Os saques dos direitos continuam e o Governo Federal estimula uma “guerra” entre pessoas, fragilizando os órgãos de controle, os quais passam a exercer um papel de figurante, enquanto fazendeiros, garimpeiros e servidores das forças de segurança são coniventes com os massacres e crimes praticados diariamente a população paraense.

Ao somar os registros de 2015 e 2016, o número total de homicídios registrados foi de 7.062 e nos dois últimos anos 4.885. O número totalizou 246.609 ao somar os casos ocorridos nos anos de 2015 e 2016 e 151.613 nos anos de 2019 e 2020. Região Metropolitana de Belém (IPEIA).

O Pará da colônia até o presente tem sido objeto de descaso e de prática de violência contra a sua população rural e urbana, ainda que a estatística acima queira justificar a diminuição da violência, ela continua matando de fome e de opressão ao povo.

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