Dilma Ferreira, Presente!
Por Viviane Brigida
Há três anos, no dia 22 de março de 2019 ocorria o bárbaro assassinato de Dilma Ferreira da Silva, coordenadora regional do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) que lutava pelos direitos dos atingidos na região de Tucuruí, no Pará.
Árdua defensora dos direitos das mulheres, ela buscava indenização e garantias de para as famílias que sofreram a remoção devido à construção de uma das maiores usinas hidrelétrica do Brasil.
Dilma Ferreira também era assentada da Reforma Agrária. Morava no assentamento Salvador Allende, área regularizada em 2012 pelo governo federal para agricultores familiares como fruto da mobilização do Movimento dos Trabalhadores Sem Terras (MST) que contou apoio do MAB. No entanto, a área continuou a ser cobiçada por grileiros e fazendeiros da região.
A militante denunciava as violações dos direitos para os atingidos e atingidas pela barragem de Tucuruí e também as ações ilegais de extração de madeira praticada no seu território.
Ela foi torturada e morta com arma branca em sua residência com mais duas pessoas, seu esposo Claudionor Amaro Costa e Hilton Lopes amigo da família.
Vinte e dois de março é dia de lembrar desta valorosa lutadora do povo e o dia internacional em defesa da água. A data foi instituída pela ONU em 1992 para alertar o planeta sobre a importância da preservação da água para a manutenção de todos os seus ecossistemas.
O assassinato de Dilma Ferreira Silva é mais um exemplo da grave situação enfrentada pelos defensores e defensoras dos direitos humanos e do meio ambiente no Brasil, especialmente no Pará. Os movimentos sociais do campo celebram e reafirmam o compromisso de seguir lutando pelos direitos dos atingidos e atingidas, em defesa da vida e contra a privatização da água.
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