Dia Internacional das Mulheres
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| Imagem do Canva |
Neste
sábado (8), o mundo celebra o Dia Internacional das Mulheres, uma data que vai
além das homenagens e reforça a importância da luta por direitos e igualdade de
gênero. No Brasil, a realidade das mulheres ainda é marcada por altos índices
de violência.
Dados do Atlas da Violência apontam que, entre 2012 e 2022, ao menos 48.289 mulheres foram assassinadas no país. Somente em 2022, foram 3.806 vítimas, o que representa uma taxa de 3,5 homicídios para cada 100 mil mulheres. Esse número pode ser ainda maior devido ao aumento das chamadas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI).
Outro dado alarmante aponta que as mulheres negras são as principais vítimas dessa violência.
Em 2022, elas representaram 66,4% do total de homicídios femininos no Brasil, totalizando 2.526 assassinatos. A taxa de homicídio entre mulheres negras foi de 4,2 por 100 mil, enquanto para mulheres não negras o índice foi de 2,5 por 100 mil. Isso significa que uma mulher negra teve 1,7 vezes mais chances de ser assassinada do que uma mulher não negra.
A desigualdade racial e de gênero segue sendo um dos principais desafios no combate à violência contra a mulher no Brasil.
Especialistas reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes, fortalecimento de redes de apoio e aprimoramento das medidas protetivas, além do combate ao racismo estrutural que amplia a vulnerabilidade das mulheres negras.
O Dia Internacional das Mulheres, não deve ser, portanto, apenas um momento de celebração, mas também de reflexão e resistência. A luta pela igualdade não se trata apenas de homenagens, mas da construção de uma sociedade mais justa, onde todas as mulheres tenham o direito à segurança, dignidade e vida.
A SDDH reafirma seu compromisso na luta pela igualdade de gênero e no enfrentamento a violência contra as mulheres. Internacional das Mulheres
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