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Nota de repúdio e alerta

O crime que vitimou os seis meninos de Icoaraci é revoltante e brutal, mas, infelizmente, não chega a surpreender aqueles que já atuam na defesa de crianças e adolescentes e no enfrentamento ao que chamamos de “letalidade de adolescentes e jovens”, um problema que, longe de ser um caso isolado, é uma realidade cotidiana de dezenas de adolescentes no Brasil e no Pará, assassinados de forma banal e absolutamente inexplicável, como mostram os dados . Muitas famílias paraenses já passaram por essa dor, ao terem seus filhos, netos e sobrinhos mortos inexplicavelmente. Crimes, em geral, com o mesmo perfil de extermínio, vingança, ódio e silêncio. Muitos sequer ganham as páginas de jornal, outros são encerrados sem a identificação de culpados. E, mesmo diante de tal mortandade, ainda é comum se ouvir que os adolescentes são os maiores responsáveis pela violência hoje em dia. Esperamos uma resposta célere e eficiente da Polícia e da Justiça para identificar e responsabilizar os autores das...

Nota de solidariedade à greve dos professores

A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH vêm se solidarizar com a greve dos professores, professoras e demais trabalhadores em educação do Estado do Pará, em face a absurda decisão judicial que determinou o fim da greve e as anunciadas tentativas, por parte do governo estadual, de criminalização e perseguição dos grevistas por conta de sua participação no movimento reivindicatório. A Greve é um direito consagrado em tratados internacionais e na própria constituição federal, sendo, em muitos casos,o último instrumento de pressão que trabalhadores e trabalhadoras possuem para ver atendidos seus direitos. Ressalte-se que, no caso da greve dos professores e professoras, o pedido feito ao Governo do Estado é de cumprimento da legislação que estabelece o piso salarial para a educação, que aliás, sequer dá conta de atender as mais básicas necessidades de uma família brasileira. Não se pode tratar quem sempre se dedicou à educação de nossas crianças e de nossa juventude ...

Belo Monte: a mobilização das entidades de defesa dos Direitos Humanos

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A semana passada foi muito marcante para todos todos os movimentos, comunidades, povos indígenas e entidades de defesa dos Direitos Humanos que exigem o respeito à população atingida pelas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. A reunião marcada na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, para que fossem apresentados os problemas da barragem, foi boicotada pelo Governo Brasileiro. Ainda assim, os representantes dos povos e populações atingidas reuniram-se com várias ONGs e movimentos sociais do continente, que atuam no sistema Interamericano de Direitos Humanos, para informá-los do que está acontecendo no caso de Belo Monte. Uma coletiva de imprensa também resultou na publicação de matérias nos principais veículos brasileiros e do continente americano. Participaram do grupo que foi à CIDH a indígena Sheyla Juruna, do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, os advogados Roberta Amanajás, da SDDH, Andressa Caldas, da Justiça Global e Jocob Kopas, da Associ...

Ocupado canteiro de obras da usina de Belo Monte

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Reproduzimos abaixo matéria do site da CIMI , sobre ocupação do canteiro de obras de Belo Monte. Povos indígenas e entidades de defesa dos Direitos Humanos convocam todos os movimentos sociais para participar da ocupação, que será por tempo indeterminado. Leia também no site do movimento Xingu Vivo para Sempre a nota publicada depois da realização do seminário "Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu". Renato Santana De Brasília O canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região de Altamira (PA), está ocupado por mais de 600 indígenas, pescadores, ribeirinhos e populações ameaçadas pelos impactos sociais e ambientais do grande empreendimento. A ocupação começou na madrugada desta quinta-feira (27). A Rodovia Transamazônica (BR-230), a partir de trecho em frente ao canteiro, na altura da Vila de Santo Antônio, região de Altamira, está interditada e só passam veículos tra...

Ativistas recorrem à CIDH por causa de Belo Monte

Matéria publicada no portal El Nuevo Herald , em espanhol, sobre a luta contra Belo Monte na Comissão Interamericana de Direito Humanos (CIDH), traduzida em português para o Blog. Por LUIS ALONSO LUGO Associated Press WASHINGTON - Organizações comunitárias denunciaram a ausência do Estado brasileiro a uma reunião de mediação convocada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre um projeto controverso de hidrelétrica na Amazônia. Durante uma coletiva de imprensa às portas da sede da CIDH, no momento em que devia ser realizada a reunião de mediação, a advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Roberta Amanajás, descreveu a atitude do governo brasileiro quanto à hidrelétrica de Belo Monte como “arrogante e antidemocrática”. “Esse comportamento é uma lembrança da época da ditadura militar, e como o Brasil tratava naquele momento a CIDH. Lamentamos que (o Estado) não compareça, não ouça os argumentos ou diálogue com as comunidad...

Caso Brasília: uma batalha perdida, mas uma guerra não encerrada

“Essa justiça desafinada É tão humana e tão errada...” Baader – Legião Urbana Plenária esvaziada... já era perto de meia noite do dia 20 de outubro de 2011 e saiu a decisão: por 4 votos a 3, os réus foram absolvidos. Quem eram? Alguns dos representantes da velha oligarquia ruralista (Maneco, Parazinho e Márcio Cascável), que ainda mandam e desmandam nos rincões do Pará... terras onde guerrilheir@s do Araguaia ousaram lutar, mas não tiveram o apoio popular suficiente para continuar. Porém, assim como esses guerrilheiros, vi ontem que balas não foram desperdiçadas naquele Júri, realizado pela segunda vez, em decorrência do primeiro ter sido anulado por ter sido contrário às provas dos autos. Não foram desperdiçadas, não só pela perfeita atuação de meu colega de trabalho-militante Marco Apolo, mas por ter sido colocado em cheque o poderio de gente que não tem outra forma de viver, senão colando a vida em segundo plano, ruralistas e sua corja que se utilizam do medo para continuar...

Acusados de assassinar “Brasília” vão a juri

O sindicalista Bartolomeu da Silva foi morto em 2002, no sudoeste paraense, em típico crime de conflitos agrários Acusados pelo crime que vitimou o líder sindical Bartolomeu Moraes da Silva, conhecido por Brasília, no ano de 2002, em Castelo de Sonhos, região sudoeste do Pará, vão a juri popular, em Belém, na manhã desta quinta-feira (20). As circunstâncias trazem à tona mais um caso típico de conflito agrário na Amazônia. A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) atua no caso como assistente de acusação.